para wim wenders - que nao me fez ver por uma polaroid

se perder na estrada parecia ser o melhor lugar pra se encontrar. qualquer lugar que nao conhecesse podia ser a certeza de que alguma hora se distinguiria daquilo que nao era si.

como quando se joga óleo na panela com agua. as bolhinhas se espalham longe e logo logo se juntam, certas de que sao um só.

por isso tiramos fotos  também. para provar a realidade que criamos sobre alguns momentos. e se hoje ainda posso guardar esses lapsos, imagens para sempre seja no vidro, grafite, silicio ou metal, ainda assim nao posso me talhar inteira, nem em madeira, in vitro ou pedra.

sou perecível como o tempo não parece ser.

corro em seu compasso, acho que a passos curtos demais, apreendendo talvez coisas de menos, tentando ver por entre essas grossas lentes de realidade, aquilo que não sou eu,  aquilo que me rodeia. é dificil ver a tenue linha que separa uma coisa da outra. por isso a madrugada parece às vezes uma saída certa. há aquelas em que nao há vozes e também as noites com vozes de mais.

diverte de mim, diversa a noite de versos se faz e se esvai, filtrando a manhã que tem aquele ar puro de certeza na vida, assim como é certo que o dia virá e que o papel não deixará o pó do café passar.

passa aquilo que interessa no final: o sol, o café e eu menos inteira agora, parecendo até um pouco menor, talvez por que defino melhor isso que gosto de chamar de fronteira existente entre nós dois, enquanto quebro pontes e redesenho umas outras.

O dia nasce mesmo. E o frio que nem tres cobertores davam conta era mesmo coisa de noite turva, que não me deixava ver que o frio era seu, por que também provoca essa coisa de confundir sentir e ver e o que sou eu ou voce.



- Postado por: gipsycloud às 05h38
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im on the road to find out

a pregui'ca que o sol da tarde traz paira no ar, adormece sob nossos sorrisos tranquilos. a vida continua em algum lugar la fora. aqui os lencois brancos apenas transpiram nosso suor indiferente ao crash da bolsa, o tornado do dia primeiro ou a crianca que deixou sem querer o balao voar. remoo aquelas tardes que eram na verdade imaginarias. voce me dava um grao, eu cultivava o sonho. criei tempestades, os problemas alheios e a vida tranquila adentrando a nossa porta.

a casa ainda balancava, as vezes as luzes piscavam, o vento uivava. sinal de que a tormenta ainda estava la fora. dormiamos e acordavamos balancados pelo vento. ainda nao era o tempo de abrir as janelas, estender a roupa de cama, falar de cora'cao aberto sobre a vida. sonhavamos com esse dia em silencio, um do lado do outro, o silencio esperancoso transbordando no ar umido das madrugadas sem fim. (os dias nunca chegavam).

seus olhos cinicos tentavam me despistar... era dificil pra mim, o amor transbordando meus poros nao queria entender. pulsava a minha alma por voce. voce me mandava pra endere'cos errados, esquecia a hora, e eu perdia o rumo. passava as tardes embalada no seu cheiro, sorrindo na fila do pao e organizando nosso quarto longe da tempestade.

fiz casa, forro, comida, abrigo. vendi meus livros pq eram muito peso, doei as roupas de inverno e voltei a ouvir cat stevens.

mesmo assim vc foi. me deixou de saliva seca no canto da boca. as maos vazias e o sonho em cor viva na memoria, prontinho pra ser construido. nosso quartinho longe da tempestade.

voce saiu apressado aquele dia. disse que ia demorar, talvez nem voltasse. ouvi a palavra futuro nalgum instante. bobeira da minha cabe'ca talvez.

parecia preocupado com algo la fora. o crash da bolsa, o tornado, o menino. nao sei. minha visao era turva depois da janela.

 

 



- Postado por: gipsycloud às 05h32
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para nina (sonhos nao envelhecem)

 só abrir a página novamente. capitulo 7, segundo parágrafo. leio nossa historia de onde havia parado alguns anos atras.

o primeiro verso como se fosse a primeira vez que tenho seu cheiro em mim. melhor, como se nunca tivesse deixado de carrega-lo comigo.

hoje voce faz o cafe depois da nossa madrugada. eu ponho a cabeça no travesseiro feliz e espero vc me gritar.

o cheiro do seu cafe vindo da cozinha, a madrugada indo embora, o gosto do dia começando bem depois da janela da sala de tv.

 

por favor, fiquemos assim, nesse nosso fuso particular que criamos quando crianças ainda.

procura no teu armario empoeirado de livros roubados.

sei que ainda guarda nosso reloginho... sem ponteiros, sem numeros, sem pilha.

o vidro talvez ja rachado, apenas nossos nomes juntos. nosso proprio universo. nossa ciencia torta.

esse cliche que nunca deixamos de ser.

adormeço no seu cheiro de café. provavelmente sorrio no sofá.

vejo nossa casa de longe.

conversemos sobre ela durante o almoço.

 

 



- Postado por: gipsycloud às 10h40
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rio sozinha de novo. fiquei no casulo por um tempo. bordei minha mortalha à linha dourada. chorei a minha morte. me vesti de negro e acordei cedo todos os dias.

cada verso é um parto. cada dia, um parto.

tento com todas as forças escutar o mellotron que me acompanha. toca uma musica antiga e eu sei a letra de cór.

eu sorrio na rua cantando. eles nao escutam e pensam que sou louca.

 

olho pra trás. minha tumba, os acessórios, os quadros, os versos. todos cantando a minha morte. retiro cuidadosamente da parede aquela canção. preciso de mais uma caixa por favor.

hoje eu abri a janela e joguei as cortinas pesadas fora. comprei mais tinta e lavei os pincéis.



- Postado por: gipsycloud às 09h57
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e os dias demoram horas. pq cada minuto é degustado como se fosse o ultimo e isso demanda muito tempo.
e tudo passa depressa, muito rápido pq o que tem gosto é assim mesmo. e eu fico fraca, como se com vc fosse minha força de ficar em pé.fatalmente ficarei de cama o resto dos dias sem saber o que fazer com esse seu cheiro que impreguina o ar do quarto. acompanho com os olhos o tempo, e com o canto do olho vejo seu cheiro se esvaindo devagar pelas frestas da janela.

eu nada posso fazer. talvez amanhã consiga levantar.



- Postado por: gipsycloud às 11h16
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ai ai, voando por ai, andando na areia como se quinteto violado fosse tocar na outra esquina em meia hora. da pra pular, de saia rodada me jogar no mar, chamar janaina pra ver, vou ate cortar meu cabelo, ela vai gostar. hoje acordei meio indio, sem roupa no dia nublado cheio de vento de tempo. como se pudesse nao ter mais quase vinte anos....

- Postado por: gipsycloud às 10h00
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que meu sapato sempre seja pequeno e que eu nunca tenha medo de chuta-lo,

de encontrar mais mundos amplos e frescos como tardes de quarta-feira,

e que eu sempre cresca e zombe da de mim mesma e da quarta feira passada.

vou me cansar do presente de tao pequena que a tarde é. correr nos rios e descobrir dias implicitos, andar por essas nuvens

fazer minhas lagrimas lavarem tudo isso numa ciranda muito comprida, e tudo vai ser grande de novo para as pessoas e nesse instante elas vao viver.

nem que morram para a vida no proximo. eu vou fazer isso pq sou grande. posso tudo - ate descobrir me subitamente pequena de novo de molho na palma da mao.



- Postado por: gipsycloud às 09h12
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fazia muito sol para ser setembro. falavam até em aquecimento global e furo na camada de ozonio.
mas hoje ficou nublado o dia todo
aquele vento todo, parecia até que o dia tinha perguntado como eu me sentia pra se vestir também. talvez por compaixão, dó, consolo. falta do que fazer.
em silêncio andei o caminho todo; desci os cinco lances de escadas cheias de folhas, atravessei a rua movimentada. corri para o ponto de carona. olhei de novo pro relógio. 20 minutos atrasada. mas era um dia tão cinza que eu nem sabia mais para quê. o vento foi me engolindo naquela solidão, aquele dia úmido como o meu quarto, minha vidinha sem mais nem mísera razão, o trabalho todo na mesa por fazer... inútil, assim como o resto do meu dia.


Acordo de novo com a buzina do carro. o rapazinho me sorri duvidoso que eu estivesse ali naquele momento.
(eu nao estava). Estava tão sorridente que eu até fiz cara feia. na metade do caminho, desisti da carona. talvez daquele ar florido que escapava de seus caixos e sorriso bobos. eu era toda cinza e quase má aquela hora do dia.
de noite choveu gelo. granizo. pedra. inúmeras bolinhas de gelo atacando os andantes.
como se meu céu chorasse de um jeito quase cruel



- Postado por: gipsycloud às 17h34
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na tv passa aquela novela do horario com estorias com trilha sonora. por todo quarto folhas de jornais de semanas atras jogados no chao, em cima da cama. historia contadas ao vento, agora abertas ao ar pesado do meu quartinho mau iluminado.

alguns livros que comprei. aquele da capa bonita, um outro clássico que todos deveriam ler. nao li.

fico procurando dentro do quarto qualquer coisa pra distrair sua ausencia. quando nos despedimos no onibus, vc ja la em cima tendo que gritar da janela pq o motor ja estava ligado.

vc dizendo qualquer coisa sobre me cuidar, nao faltar aula, pagar as contas direitinho, tudo que eu nunca cumpri, tudo que nao vai mudar.                                                              era meio dia de tanto sol pra setembro que meus olhos secaram.                                                                                                                                                               

e o dia segue mas a noite sempre chega.



- Postado por: gipsycloud às 21h52
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como jogar paes de queijo no lixo.

ligue o forno e esqueça da vida.
ou lembre dela.

- Postado por: gipsycloud às 23h22
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voaram por aí

parecia uma criança e chorava desconsolada. estava um pouco preocupada pois naquele tempo nao tinha certeza de que poderia ter os cuidados necessarios para os seus tremores.

e agora nao havia mais nada a se fazer. sabia que nunca mais conseguiria dormir sozinha. a insonia e a agonia iriam aterrorizar suas noites como febre, sintoma de um corpo que clama por remedio; seria o corpo macio, o cheiro cortante que inebriava os recintos por onde entrava e que fazia o tempo parar. um verdadeiro perigo.

era mesmo tarde, podia agora entender por que os adultos temiam o amor. ela o havia conhecido em um sonho. sabia que estava entregue para sempre para aquele menino de olhos bem desenhados, que sorria sem pressagios. tão cheio de misterios que quando falava, todos paravam para ver e procurar algum pedacinho de sua alma que talvez saisse sem querer por sua boca.


ela o procurava como a uma borboleta, e ora, uma borboleta pode estar em qualquer lugar. longa espera e paciencia... Procurava nos jardins e atras das portas.

Nem ela mesma entendia o que estava acontecendo. era apenas uma menina que fora tocada como que por magia. agia por impulso, até por um instinto de sobreviver.

talvez o pequeno nunca nem soube ser ele a causa, mas a menina na busca desenfreada acabou por tropeçar em umas asas empoeiradas; umas daquelas guardadas em sótãos de avós que sempre dizem nao possuírem serventia. mas era uma menina um tanto quanto teimosa talvez graças a Deus.

Se encontraram e desaparecemram muito rápido daqui. nem sinal de poeira deixaram.

dizem que foram embora voando.

- Postado por: Lila às 01h50
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gripe cheia de emoções contidas debaixo do cobertor de retalhos coloridos. guardou o nariz de palhaço na gaveta por enquanto. acha que não adianta mais. quer muito voar, mas tem que assoar o nariz de 3 em 3 minutos, o que traria ao voo um grande empecilho.

se impressiona facil com as letras coloridas. fica só olhando com cara de bobo. as vezes da doideira e corre por aquelas ruas proibidas. nem vou mais lá. mas ele vai as vezes quando da doideira. queria entender te e escrever te todo em preto e branco. por que me pareces tao simples e indecifravel mas as cores infinitas de seus olhos me hipnotizam até de noite quando tenho de dormir pro dia branco que nem preto tem. e fico queta presa na gripe, olhando por teus cabelos, achando borboletas que voam e n se deixam pegar. ele as ensina a correr das mãos e voar até ao sem fim se for preciso pra fugir de deus.

fico aqui presa nas colchas de retalho. pintando minhas paredes de tristeza por nao achar . nao te achar mais no estojinho de aquarelas que vc se escondia antigamente. levaste todas as cores do teu esconderijo. só deixaste o preto e o branco. o cinza. lagrimas sem cor, apenas grito dos meus olhos pelos teus.

sabor da fruta que amanhece e traz da madrugada o ar silencioso dos abraços do depois. ahh... o ar silencioso...

silencio de labios, palavras que correm no desenho dos teus labios. imagino quantas letras ja por ti passaram. queria pega-las para mim. te mordo, por que nunca se sabe, as vezes elas escapam num grito de dor. 

mas no grito fugiram. como fogem os seus passos, um tanto quanto alheios a meus caminhos, que mesmo assim (por que nao mereces...) se enrolam aos cachos bem presos no rabo de cavalo com um laço verde muito impaciente a espera da tarde que nao anoitece nunca. a espera da espera que nao acontece nunca.



- Postado por: Lila às 00h33
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esperneio
pra simplesmente me livrar dessa coisa que se agarra em minhas pernas e n me deixa pensar. sair desse casulo de lagrimas e antigas memorias do que um dia eu seria. sendo que é isso o que eu sou.  e esse sentimento de criança abandonada que n vai embora nunca, nem que eu grite até o fim não sai de mim essa vontade de sair voando por ai e encontrar tudo aquilo que me ensinou a ser e procurar quem eu sou,e descobrir tbm que isso nao tem fim

meu coração amarrado com mais de mil preocupações alheias em que eu tenho que falar, tento explicar talvez inutilmente que dor é essa que me prende e não me deixa ir pra casa. eu n sei onde é esse lugar chamado casa. tavez seja isso. e todos sorriem, acham engraçado o meu jeito de falar, como se eu pudesse ser poeta e delirar tanto assim.
chorar no travesseiro lhes basta, nao quero entende-los, apenas gritar-me inteira até que talvez eu possa me ouvir.
nao quero sorrisos complacentes de consolo, quero que me empurrem ao imenso precipicio de mim mesma e de todos vós. quero convites para suas almas sem que eu precise de novo ouvir o velho disco, como um calmante para minhas ingenuas amarguras que ainda pensam em amar e se entregar ao sangue que pulsa em todo meu corpo e me faz pular pra tentar enxergar algum fim no horizonte que não me da nenhuma pequena pista do que será de nossas vidas mal vividas, dormidas demais, em busca de respostas em sonhos envenenados de felicidade e sol.

nao quero levar tanta porrada. achei que poderia evitar que tudo isso acontecesse desse jeito e que o mundo realmente surgisse perverso atrás das árvores daquele novo caminho sem sol, sabor ou suor. sem a euforia daqueles que viveram e entenderam o sabor de nuvens e estrelas sentados na calçada dos corações contaminados com uma inexplicavel vontade de ver o que esta por vir. nao voar pra um outro lugar. mas pra outro espaço que me permita tentar entender
o que há no espaço entre dois quereres. ar que não pode ser senão era só engolir. as pessoas soltam palavras aleatorias por aí, como se tudo isso fizesse algum certíssimo sentido para elas. viver em uma grande estrada de única direção? aboliremos então as retas de nossas vidas. meu lápis ainda é um pincel de tintas coloridas que ainda não descobriu a existência do negra solidão. ainda pula como fadas no jardim florido de almas infantis. juventude encarnada. ta na ponta da minha lingua e nao deixa meus dentes fecharem. eu vou engolir o mundo qualquer dia desses. se me acharem por ai me avisem.
até mais ver



- Postado por: Lila às 22h01
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um rio e quem sabe um braço de mar.

caminhos, e veias

agua e pontes.

a cidade pulsa para todos os lados e não faz perguntas,

por isso vemos muitas luzes antes inimaginaveis pulando pelas ruas vazias.

livros são abertos e fechados. bolhas explodem no ar

é a poeira que nao as deixa viver e tenta impor seu silêncio mas isso é impossível.

as pessoas não percebem o que está acontecendo.

let me take you down cause im going to strawberry fields.

 não adianta falar aos surdos.



- Postado por: Lila às 11h03
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barulhos da noite. carros andam em algum lugar distante.

azul em todos os pontos luminosos da cidade. eles dormem e fingem acordar. e trabalham. comem e voltam a dormir em seus casulos tão machucados e acostumados a sofrer. a dor molda seus gestos e rostos.

andam no mormaço do dia enfastiado de poeira e dor.

a caminhada é dificil. as ruas tristes e esburacadas. descem uma ladeira de lágrimas. há outro caminho, mas esta interditado há muitos anos já. reforma, dizem.

as seis horas todos sentam com seus corpos pesados nas cadeiras do bar. uma mosca pousa insistentemente na luz que ilumina o lugar. não há luz. mas é preciso fingir que ha.

ele olha com ar de desprezo para eles, pequenos e inseguros. seus olhos grandes não notam a simplicidade e a razão de seu sofrimento. seus olhos não notam nada fora de seu grande ser.

todos baixam suas cabeças e dizem amém.

 



- Postado por: Lila às 20h37
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Marilia
28/02/1989
mariliamcabral@yahoo.com.br





passou mas ficou

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